E olha a copia:

Problemas
em tempo, depois de 5 meses de aula descobrimos homônimos na sala de aula. uma jie jia e uma jie jiaa são pessoas diferentes com registros diferentes e significados diferentes. Ah, plearn é nome também. outros: chen chen, chian chen, trung nguyen, que odeia que pronunciem ni-gie-yu-ien. Shiao Lao Lin, Ling Liu, Liu Lang, Lang Liong, só não tem Ding Dong (no bom sentido). Mais, para ver que tudo é de todos: merhrdad, arlo faria, suharwadi, radius sol, siamack, johnny chien chan, ben kang chung, piu kei kwok, esse é o maior engabelador, e no meio disso Ram Rajagopal até me parece lugar comum. De nomes lindos, a nomes indo, Bongo burger, uma fast food caseira, com donos coreanos que falam árabe, e árabes que falam coreano, que serve o melhor hamburger, e hamburger persa, da cidade, segundo as boas línguas. pra mim serve o melhor mushroom burguer do bairrriooo, mas sempre peçam com pasta de grão de bico. Ah, e se virem uns caras sentados no canto, caindo pelas tabelas, estudando seriamente, eletrics, full of excentrics (do Oasis no player pra lá de agora, tô quebrado, vendido podre, nah, só mais de direita), são professores da Cory Hall, ou os godói, godzinhos, que escrevem todos livros de elétrica que copiei sem autorização na Xerox, inventada a menos de 40 min daqui, dentre eles os permanently there, sahai e david tse, o novo robert gallager do pedaço, que para quem não conhece, não tem nada de Oasis, apesar de estar ouvindo oasis agora, e tem tudo de information theory, teoria da informação que mensura entropia e garante que a desinformação sem fio se propage sem erros, ou com probabilidade de erro menor que o Neymann-Pearce threshold, NPT. Mas como tudo é tudo, e nada é nada, de Markov a Chernoff, voltamos ao mundo das possibilidades, no conjunto de eventos finitos, e Gallager é Zeus no mundo dos godói. Ah, mas no meu, só tem lugar para a nova linda do pedaço, que fica no mistério, porque beleza não se descreve. Se curte, se lambe os beiços, se delicia. Só digo, ela- lendo catcher in the rye - nos degraus da Cory, que não é mulher, é hall, esperando o bus, eu tropeço, caio, escorrego e agora quero o colo, dela. Ah, não. Bom, melhor que isso só dois disso. Bank of America, saibam que Banc of America vende securities e Bank of America é conta de banco, não é só na tropicanalha não que banco é confusão. Mas lá, Amina, linda, olhos trágicos. De persia a Israel, Mariel, da computação comprova que até na terra do Sharon a paz é possível, basta ser movida a sorriso que derretem até o mais esquentado dos alunos de eeeeeekkksss (EECS pros intimos).
- Ram R, 7:12 AM

Ops
Para quem não sabe e quem não quer: ótimo programa em San Fran, ir a Chinatown no finzinho de tarde e tentar aprender a pechinchar em chinês, beber chá verde, e comer num restaurante B-B-B-rating. Sem saber o que se come. Praça. Agora, outra idéia de gerico, que muitos tiveram, mas que foi feita em Berkeley, e faz o maior sucesso, e acho fantástico, pizzaria pizza-nazi, um só sabor por dia, feito perfeitamente, com gramado na frente pra sentar, e palquinho com show de jazz ao vivo todo dia. Ah, speak out ! We want Gap revolution. E que pizza. Melhor que isso, só dois disso, e sugiro experimentarem o Udupi Palace, que fica na University Ave. a duas quadras dali. Com direito a encontros esporádicos com o superstar. Britney? Luana? Nah, Umesh Vazirani, o god da computação quântica, que por via das dúvidas lê em paz o seu NYT-New York Times - a noitinha, com café de Madras, que é parecido com o do Rio, mas com diferenças essencialmente sensuais. Melhor que isso ainda? Três disso, pois o serviço é dez, algo improvável nos EEUU das notinhas verdes de milhão, e por acaso pulando do verde ao amarelo, a Blondie Pizza na Telegraph, que fica do outro lado do campus, é pizza com paquera, outra moda daqui. Mas fala sério, o bizarro monumental: alternativos, biz-rates, taboo cronists, vestidos de tudo, te servindo pizza. Quem diria. Ah, e quem diria quadrinhista da marvel servindo linguiça (no bom sentido) brasileira no Top Dog. Óbvio, tem linguiça veggie ! Tem tudo veggie aqui. Paradise is here. Blah, Blah, Blah, Blahut completa o meu ciclo de estudos de deteção e estimação, com Blockbuster vendedo dvd player por 69 dólares com prazo de devolução de 30 dias sem restocking fees. E daí, muito aluno compra e volta, que nem boomerange, para passar o feriadão assistindo filme. Yes, this is Berkeley by the way. Aha, e viram só, né só no Brasil… So Sally good way, she knows is too late we walking all bye. I look back in hunger. Ah, ia esquecendo, de sopetão, tea with coscous, chá com bolinhas de arroz, maravilhoso, com morango batido. Reforça o pensamento. Iguaria japonesa. E a Marie que não é mole, ofereceu uma alternative: Chez Panisse, facada monumental, mas fechada. um dos 2 melhores restaurantes de Berkeley e dos EUA, e parece uma casa caindo aos pedaços. Totally cool - ah, wahoo, né nada. e comprem secadora de roupa, pra gerar energia e emprego, e passar ao mesmo tempo que seca: basta esticar a roupa antes de colocar na secadora. Muy bueno, ariel veneno. Nome lindo: Liana.
- Ram R, 6:52 AM

Aha, tô de volta !
Trilha sonora da semana: Placebo. Sugestão de uma amiga. Legal. Nada legal é ter que ficar estudado durante o Turkey weekend. Legal é ter ido a SanFran, wahoo, e notar que você se sente em casa porque oferecem free-wireless-internet por lá. Wahoo ! Ah, Tam-Pau-Khang, ou coconut curry soup. Onda do momento. Outra onda do momento, instantânea, já comercializada agora pela repetição exaustiva: o Gelato. Mondo Gelato. Só tem 4 no mundo inteiro. Um em Berkelinho, dois na europa, itália está lá, e mais um em Hong Kong (vá entender). Gelato não é sorvete, its religion. Outras legalidades esquisitas, mulheres bêbadas entrando no seu prédio, apê de um amigo com vista para sanfran bay com filme de Woody Allen, que por sinal em se tratando de Hollywood Ending, se trata também de algo bem mastigado unlike his past. Mas como estou menos sarcástico, menos esquerda, e mais direita, caiu bem. O que por sinal caiu bem também foi o bolinho de bread crumbs do Berkeley Café, mais uma descoberta pessoal, só que agora lá para Shattuck ave. Black Oak books, com raridades de todas áreas. Vi um book do Hilbert, e outro do Godel, ambos por 600 pratas. Without you I am nothing. Nah, I am everything. Wahoo, de waaall com yahoo. Imaginem uma quadra com 8 livrarias, isso, 5 lojas de discos, maravilhosas, especializadas, e depois uns 7 cafés estratégicos, com olhares lângidos de todas raças do planeta… Isso é Berkeley. Mais um monte de alunos, malucos, homelesses, e a universidade com maior número de professores terroristas por m^2. Aha, this is Berkeley. Berkelianos. BAAART me out !
- Ram R, 6:35 AM

Domingo, Novembro 24, 2002

lema da semana: tribau o escambau
- Ram R, 8:29 AM

bin laden tá vivo. e a tradição do chai também. para quem curte, aqui vai uma receitinha:arrumem chá da companhia inglesa de chás, mas tem que ser daqueles que vem folhinhas torradas. se não tiveram, aproveitem para conhecer a vizinha, ou a avó dela. Bom, preparem uma minúscula quantidade de gingibre (umas duas tirinhas bem finas), e se quiserem Elaichi esmagado (peçam na gomes,141) ou um cravo. coloquem numa panela de alumínio, daquelas mais velhinhas que deixam o gosto do metal na boca, um pouco (pouco!) de água (fundamental, pois leite em geral é muito “grosso”) e o leite e deixem ferver ligeiramente. acrescentem o chá e observem o cheiro tomar conta da casa, dá vontade de ler, exceto o reader do ee226a, tema da minha vida. não seja mané, cubra logo a panelinha pro cheiro ficar ali no que você vai beber. quando a cor estiver mais ou menos avermelhada (marrom tá bom, mas significa que faltou chá), acrescentem os outros ingredientes e desligem o fogo. Peneirar. só curtir. pra acompanhar? biscoitinhos se você é aristocrata, rolinhos primavera se você tá mais para alternativa (tribal, viu só Aline), beijinhos (de preferência da neta da vizinha), música do Clash, e um bom livro. Ou filme. Ou programa de rádio. Ou o mais sensacional, jogo de futebol com outros pphhlsphlegmatic british people assistindo ao jogo.
- Ram R, 8:21 AM

O elemento - veja livros abaixo- , que não era o 5o, nem era teoricamente informativo, é o seguinte: cor do momento amarelo. tá tudo amarelando por aqui. Do bushinho, com a sua nova agenda, queria uma da Bee, mas o papai Cheney e o titio Eshcroque (ash-croft) só deram uma daquelas chinesas,
que por acaso elegeu o capitalista Ho-Chi-Min para fazer espaguete na cabeça de nois, pagadores de impostos, que amarelaremos
também, afinal vermelho com azul dá o que?. outra moda, quer outra?, tatoos. programa de fim de tarde, caçar tatuagens. por segurança e prazer multiplicativo (porque o mercado esquizofrênico, oligofônico, diz um dia down baby, down, e depois, oh yes, oh yes, come up high, higher, yes) só em gatinhas. até agora, minha estatística demonstra preferência por umbigos, ante-palma (sei lá como se diz isso) da mão, calcanhar. minha preferida, nuca. mas a estatística ainda tá um pouco furada porque não convenci gatinhas o suficiente para me mostrar os tatoos nas regiões afegânicas, ou anti-islâmicas.
- Ram R, 8:12 AM

berkelianas 3: nada como a boa sociedade de consumo para recuperar o humor. Sugestão de amiga: Placebo. Bom. British, but good. Consumismo desenfreado - Moe’s bookstore (sebo de 4 ou 5 (!) andares) - mas só comprei livro descabelador, tipo Elements of INformation Theory, que não se trata de estória de presídio, perestroika ou glaisnois-te-ne, coisas que neguinho aqui, ou melhor height challenged african americans aqui não larga o osso. Indo na Moe’s se entende porque esse país está a anos luz daquele outro em que moro. Pô, até Fernando Pessoa, Jorge Amado, Graciliano e Machado frequentam o local. E o café não tomem ali não, porque não tem. Vale um pulo, duas quadras dali, no City Coffee, uma loja despretensiosa, mas que se você se incomodar, pode convencer o dono a te ensinar chinês, ou melhor ainda a filha do dono. mas aí vai uma sugestão, bomba, para ler: picture of dorian gray, já disse antes, mas repito. Lembrei porque tem um poster do Wilde no Moe’s. Visitem um sebo, faz um bem a saúde… Consumir já é bom, consumir livros, e curtir uma comidinha depois, ah, é orgásmico.
- Ram R, 8:02 AM

para quem não sabia da relação Joy Division, cinema, Berkeley: aqui vai a acidez digerida por EE226A, ou tortura profissional antitética para quem doer não basta- então seguindo, bom, Joy Division - Manchester - Man, Chester: Peito de Peru - Peito de Peru - Light - Light - Light House, primeira cena de rave da Marina em Berkeley - tecno - vegetarianos, light, paz, amor, unidade, unidadade o quê cara pálida? tudo se normaliza - ee 226 A (normalização de matrizes positivas definidas) - depois de estufar o cerebelo com probabilidade, altas chances de ir no cinema na Shattuck -
e cataplum - Janis Joplin na esquina da university - hippies, doidões, doidinhas - correr para ver 24 hs Party People - party people? Play hard, work hard - ah, e isso aí, o filminho sobre o produtor do Joy Division … Olha, se quiserem continuar a viagem, Joy Division - Divison of the bell (uma das influências do Pink Floyd) - graham bell-telegraph-telegraph street (a rua do movimento de liberação) - 6 livrarias, 8 lojas de discos (com entendidos) em 3 quadras - para comer depois por ali mesmo, Naan&Curry - para conversar, o café persa, e seus olhos lindos - e se convencer de que: Love will tear us apart - correr pra loja de disquinhos …
- Ram R, 7:54 AM

e: e, já não vou ao cinema há um tempinho, até porque a vida daqui já se parece muito com um filme, menos Bergman, e mais Ferris Buller’s day off - que virou capa de jornal, com aquele diretorzinho sendo acusado de pedofilia, a cara não engana, mas prometi não falar mal de nada nessas linhas-bom, com o cinema tudo nas mesmas porcas, oras, exceto sucesso estourado do Harry Pot e motivação para comprar o CD maravilhoso do Joy Division-ah, Transmission, transmission
- Ram R, 7:46 AM

enquanto isso, em Berkeley: alerta, alerta, aluguéis em São Francisco indo pro ralo, prédios novos vazios, artesãos reaparecendo aqui e ali, feira de carpete persa, e promoção na Gap. O desafogo .com trazendo mudanças: ex-entrepreneur vendendo broches na esquina da Powell street, gente finíssima. E a maior descoberta, de deixar água escorrendo pelos cantos da boca, de deixar a LuPi esperta, e o Dr. Evil chupando os doze dedos da mão: Pakawan. Não, não é feira. Não, não é festa. Não, não é boate. Não, não é vizinhança. É um restaurante paquistanês, perdido no meio de um bairro barra pesada, se é que isso existe por aqui, tudo e relativo, simplório, maravilhoso. De acabar a comida em 10 minutos e implorar de joelhos por mais… Aquele Kichi não se esquece.
- Ram R, 7:43 AM

retornando depois de abstinência: rafael, fala sério, você viu a New Brass Band nos arcos da Lapa, eu e o Zarthur estávamos em Nova Orleans
quando fizeram show por lá. E por incrível que pareça o negócio de bater palmas aconteceu por lá também, nos incentivando a ir almoçar mais
cedo :-) .
- Ram R, 7:38 AM

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