Vai não
Não desiste não. Não desiste de apoiar o que mais te pede apoio: as suas próprias convicções. Não as abandone não. Nem por aquele minutinho de fazer parte de alguma coisa. Coisas não duram. Convicções e amizades, podem não durar, mas marcam para sempre. Talvez seja só impressão, mas a minha impressão é que amizade, hoje, parece que vale pouco. Como os americanos gostam de dizer: no big scheme of things. As grandes amizades são como as grandes convicções: uma manifestação de um idealismo inocente, ingênuo, cheio de esperanças. As vezes é bom virar as costas para um minuto de prazer passageiro para acreditar em alguma coisa, para dar esse minuto a um amigo. Acho que são poucos os que não vão chorar de emoção se ouvirem, nem que seja uma vez na vida: “deixei de pensar um pouco em mim nesse instantinho, para estar aqui com você e pensar um pouco em você”. Não acham? Pergunte aos seus amigos, pergunte as suas convicções. É tão bom, as vezes, proteger nossas convicções, como se fossem nossos filhos. É tão bom quanto ouvir um desconhecido tocando música para você numa estação de trem, apesar de ser dele e para ele. Acho que as nossas amizades e convicções são os refrões daquela música que está sempre tocando na nossa vida. Aquela música que, só ouvimos de vez em quando, mas quando ouvimos é o dia inteiro tocando, sem sair do toca-discos. Essa música, você pode até deixar de ouvir por um tempo, mas não esquece a fita na gaveta não. É aquela música que você gravou quando era moleque e ainda hoje, quando ouve, te lembra de como era bom ser moleque. E que talvez sejamos todos moleques. Então, não desiste não viu. Ame as suas convicções. E ame seus grandes amigos. Amar é bom. Doe uma lágrima para ambos de vez em quando…

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