Um dos processos de meditação que aprendi com o swami indiano Nithyananda, no fim de semana, é uma meditação utilizada pelos Sufis. O sufismo é uma vertente do islamismo, e está bastante ligada a misticismo também. Esta meditação é parte do processo espiritual (ou reza) matinal. O diferente é que ao invés de se pedir ao divino, se agradece por tudo.
Tudo? Como assim, tudo? Você fecha os olhos (imagina que viraram duas bolinhas de pedra), relaxa e começa a agradecer os seus pais, amigos, professores, instrutores, aos médicos que te ajudaram, a enfermeira que fez o seu parto, ao motorista do 485, a cientistas que criaram as tecnologias que você usa, aos mestres do conhecimento que compartilham dicas para melhorar a sua vida, as árvores, plantas, rios, ao oceano, insetos, ex-namorados e assim por diante. Então, ao invés de pedir ao universo, você agradece pelo que recebeu. Faz isso por uns 30 minutos, sem reprimir nenhuma das emoções que acompanham o processo. A sensação no final é maravilhosa. De repente, o mundo me pareceu perfeito, contínuo e denso (com derivadas infinitas). Engraçado como a mente nos faz esquecer o amor que nos cerca por todos os lados.
Esta foi um dos sete processos de meditação que aprendi. Para mim, é um remédio para enfrentar o mar de superfluidades e distanciamento emocional que a nossa vida moderna as vezes impõe. Não sei o que pode ser para os outros, afinal a experiência é sempre algo individual. Só sei que agora me sinto mais preparado para mergulhar na minha própria vida.
PS: O swami, sempre muito bem humorado, acrescentou que se você ainda quer ficar pedindo coisas ao universo pode acrescentar no fim dos agredecimentos um e eu agradeço antecipadamente por aquela Ferrari ou blah, blah, blah.