DEIXEM OS INTELECTUAIS NOS SEUS LUGARES

Agora que vazou, através de algum repórter avermelhado da Globo e de algum oficial insatisfeito com o papel do exército, lá vem os intelectuais e políticos meterem o bico. Sim, portanto, quando se apresenta uma tentativa de solução, mesmo que não sendo a mais bem empacotada, ou a melhor possível, para atacar o atual estado de sítio carioca, os homens pseudo-defensores dos direitos humanos, e políticos BBB (bonzinhos, bonitinhos e baratinhos), aparecem no pedaço. Logo vem seus slogans: “Já temos uma das polícias mais violentas do mundo.”, outro patético, “… um jovem militar do Exército, com um fuzil na mão, pode ser ainda mais perigoso que um traficante adolescente de favela, que vende sacolés de drogas…”, e assim por diante.

Quanto a idoniedade dos jovens do exército, acredito que é muito maior, absurdamente maior, do que o nosso resquício de polícia militar do estado do Rio de Janeiro. Enquanto estes senhores se preocupam em resguardar “direitos humanos” na frente das câmeras, ninguém me explica quando vou poder começar a me sentir mais tranqüilo sabendo que minha irmã e meus pais andam pelas ruas da Tijuca, Centro, Barra, Bangu … Será que estas pessoas não vivem nossa realidade? E os cidadãos? Cadê todo mundo? Os cariocas estão anestesiados. QUando estive no Rio, até amigos que sempre discordaram que a violência estava fora de controle, admitiram, insatisfeitos, que a situação de segurança pública na nossa bela cidade é simplesmente caótico.

Como sempre, estes homens que gostam de brincar de tomar decisões, jamais irão propor uma solução para o problema. Como o tal crítico de cinema que nunca consegue ver um filme bom, a não ser que todos detestem, a solução deles é “Bom, vocês vivem no caos, estão estressados, e os direitos humanos de vocês não me dão votos, então fiquem aí, enquanto eu vou bolar como desarmar vocês, como previnir o exército de atuar, e como não aceitar colaborações de outros estados em coisas do nosso estado….”. Equipar a polícia? Não temos dinheiro. E quem confia no PM hoje em dia? Sem confiança não tem colaboração da população para esta difícil empreitada de acabar com o verdadeiro estado de sítio imposto pelos traficantes. Se duvidam que vivem em um estado de sítio, creio que uma semana em Ilha Grande tira todas as dúvidas…

Chega de hipocrisia. A verdade é que acham que ainda estamos vivendo na ‘Suiça tropical, quando o Rio, hoje, está mais para Bogotá. Ou reagem agora, ou quando nosso irmãos mais novos, e as crianças desta nova geração que cresceu a ponto de bala, se tornarem adultas, irão tomar a reação pelas próprias mãos como obrigação. E uma vez começada esta onda de violência (que se vocês repararem já começou, com as fúteis ganges de classe média), não tem mais volta. Aí, quero ver quem é que vai ter a solução… Direitos humanos já para TODOS inclusos na sociedade, não somente aqueles que vivem nas sombras desta…

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