São quando agem, que ficam claras as intenções de governantes e países. Do anabolizado e manipulativo Bush, com sua democracia exclusivista no Iraque, a França e sua população intolerante. O primeiro mundo é um poço de intolerância. Só toleram o que se conforma a imaginação coletiva de um povo. Duvidam, pois leiam abaixo trechos de uma reportagem sobre a inclusão da Turquia na União Européia.
“A incorporação de dez novos países à União Européia (UE) a partir de 1 de maio e a fila de candidatos ao bloco vai obrigar a Europa a definir sua identidade, pelo menos formalmente. O que é ser europeu? A pergunta está no centro do debate que promete dividir o bloco europeu este ano: se a UE deve abrir ou não o caminho para uma eventual adesão da Turquia. Bem mais pobre que a média européia, com uma parte do território no Ocidente e outra no Oriente Médio, e uma população majoritariamente muçulmana a candidatura turca incomoda.
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O momento é de tensão entre o Ocidente e países muçulmanos, em que a Europa enfrenta problemas com sua própria população islâmica. Muitos europeus temem que, ao incorporar o país, a UE se abra ao Oriente Médio. Por trás da controvérsia, está o fato de que a Europa, majoritariamente cristã, não quer a herança turca .
Mensur Akgun, diretor de política exterior do Instituto Tesev, em Istambul, diz que a expectativa na Turquia é enorme: 80% da população querem entrar para a UE. Ele alerta para o impacto explosivo que poderá ter uma eventual recusa.
— A reação não virá apenas da população turca — prevê. — Isso vai causar revolta no Oriente Médio. Eles vão dizer que a Turquia fez muito para entrar para a UE, sacrificou o Chipre, se democratizou, mas isso não ajudou. Vão achar que a Europa os rejeitou simplesmente com base na identidade muçulmana.
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Para ele, mais importante que o resultado final é o processo, quando os candidatos são obrigados a reformar suas leis para alinhar o país aos valores europeus. A Turquia já está fazendo isso, na esperança de ser aceita.
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Três países ameaçam barrar a iniciativa: França, Holanda e Áustria. Pesquisas mostram que 70% dos franceses , por exemplo, são contrários à entrada dos turcos na UE. Para Phillipe Moreau Defarges, do Instituto Francês de Relações Internacionais (Ifri), o problema não é só a religião:
— A questão do Islã é importante — diz ele — Mas há outras: o peso da população turca (70 milhões), a pobreza do país, e mudança na natureza da UE ao aceitar a Turquia: ela se torna uma entidade européia e do Oriente Médio.
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— É preciso determinar quais são os critérios da identidade européia — diz (Patrick Michel, do Instituo de Paris). — Com base na resposta, vamos nos perguntar sobre as fronteiras da Europa. É por isso que a eventual entrada da Turquia na União Européia é crucial. ”