MELHOR NA NOTíCIA

Os jornais argentinos são bem melhores que os jornais brasileiros de alta circulação. Primeiro as reportagens são mais bem escritas, e mantém minha atenção até o fim. Segundo, quase tudo envolve alguma opinião ou emoção, que parece ser a característica de um repórter bem educado. Eu não quero ler um script para locutor de rádio no jornal, eu quero entender a notícia, entender o seu lugar no “big scheme of things”. Mesmo que resulte em discordar do que o jornal me apresenta.

No fim das contas, os jornais são o reflexo da classe média de cada país. Ou melhor da qualidade da educação recebida pela classe média de cada país. Acho que o sistema de ensino argentino, mesmo com o país caindo aos pedaços, tem bem mais qualidade que o brasileiro. Não porque o “argentino é melhor que o brasileiro”. Mas sim porque o país construiu suas universidades com o carinho e o cuidado de quem parece preocupado em educar. E se alguém já foi as bibliotecas universitárias em Buenos Aires, aposto que vai se surpreender… Tirando umas 4 ou 5 universidades pelo país, as bibliotecas universitárias brasileiras são medíocres.

Outra comparação simples, é o número de professores argentinos que são titulares nas universidades americanas. Até cinco anos atrás, haviam esmagadoramente mais argentinos do que brasileiros. Hoje, ainda são grande maioria, mesmo com algumas contratações recentes de brasileiros por Harvard e MIT. Acho que é um feito e tanto para um país com 1/10 do tamanho e recursos do Brasil…

Uma segunda comparação, é que a Argentina já ganhou Field Medals (o maior mérito em matemática), e vários prêmios Nobel. Estes prêmios não são base para comparação da capacidade intelectual de indivíduos de um país, mas são sim a prova de investimentos de longo prazo, e de estabilidade no meio intelectual de uma sociedade.

Se o Brasil quer ganhar estes prêmios, e entrar para história em outros campos, além de música e futebol, só existe um jeito: organização mínima e investimento.  Digo mais, sem estes dois elementos no médio prazo, até mesmo as coisas mais elementares de uma sociedade, como um bom jornal ou consciência social, vão desaparecendo. Como diz uma música por aí, “pode se viver de felicidade, mas com o tempo até isso fica na saudade”.

2 Responses to “”

  1. phentermine Says:

    phentermine

    phentermine Ushik1556…

  2. synthroid Says:

    synthroid

    synthroid DonatelloBack…

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