PERGUNTA

Fiquei pensando sobre a pergunta que uma amiga fez aqui nos comentários do blog: “Quem quer ser livre e solitário? Será que não nos transformamos em seres frios, de sentimentos condicionados, que obedecem a normas de amar, ser, sentir…?”.

Acho que a pergunta tem duas interpretações, a primeira sendo que quando me senti inteiro por ser auto-suficiente, significasse me isolar do mundo a minha volta, e a segunda, como sendo o condicionamento causado por ser livre e solitário…. Bom, tudo isto está muito acadêmico, mas está pergunta já ressoa na minha cabeça há tempos. Mas, como prefiro a segunda interpretação a primeira, respondo com o que já experimentei.

Porque de tudo que experimentei da vida, aprendi com aqueles a minha volta, exceto ser quem sou. Isso não se aprende. Em parte é condicionamento. Sociedade é puro condicionamento. Muitas vezes o condicionamento nos protege, quando por exemplo evitamos matar alguém porque estamos com intensa raiva da pessoa. Por outras, e tantas outras, o condicionamento destrói. E o condicionamento dita sentimentos sim, mas este é justamente o papel da sociedade a nossa volta… A outra parte de quem sou é reflexão. Todos refletimos. Temos alguma dose de introspecção. E aonde esta reflexão nos leva? O que é necessário para ela? Muitas vezes, estar só, sozinho. O resto da resposta eu guardo para o próximo post. COlocar sentimentos em palavras é difícil, e mutias vezes (no meu caso) é burocrático …

Estou hoje em Bangalore, e acho que já viajei uns 1100 Km pelo sul da Índia. Bangalore é tão diferente de Chennai, um pouco mais ocidentalizado, mais mecânico, mais apressado. Mas nada que não impeça a multidão de cartões postais indianos: buracos nas ruas, templos e cheiro de sândalo em todas as esquinas, e muita mas muita gente. E é claro trânsito completamente louco … A língua aqui é diferente, pois não é Tamil, e sim Malayalam. E as pessoas são bem mais aceleradas, algo haver com o IT-Boom… Sei lá.

Só sei que não foi nada bom viajar num ônibus, sendo afetado por alergias e resfriado… Mas agora, estou bem, e estou disposto a circular por aqui, e descobrir os segredos, já públicos, que levaram a Índia a transformar esta cidade numa máquina de bilhões. Uma coisa eu tenho certeza, deve ter a ver com cursos de especialização a cada esquina, que vi nos vilarejos em Tamil Nadu, e na estrada por aqui.

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