Duas idéias que estão dentro de mim, e que sempre estiveram:
*A vida é uma celebração. Tem que ter dança, música, uma festa todo dia. É uma pena que a sociedade de hoje se tornou obcecada com produção, etretenimento, produtividade… Rodas de dança, risadas até tarde da noite, a companhia dos avós, o ambiente saudável, foi transformado numa festa de sexta feira regradas a bebidas e espasmos sexuais violentos, ou a discussões sem cor ao redor de mesas de jantar. Como é bom poder celebrar a vida!
*Deixem o trabalho para aqueles que amam trabalhar. A sociedade está indo para sua auto-destruição, os indivíduos estão acabando com suas próprias vidas, ao tentar produzir por mera imitação do que é viver, por ter medo de encarar sua própria individualidade. Se trabalha por necessidade, por medo de não ter, não ser, se trabalha na ilusão de que um dia haverá uma celebração… E que celebração? Ir ao cinema? Jogar um jogo? Estas atividades mentais substituiram o desejo verdadeiro… Quem vive robóticamente de acordo com regras sociais, com medo do jogo de azar que é a vida, só pode terminar como um zumbi. Por isso, acho que só deve mesmo trabalhar quem o faz por amor a aquilo que faz. Aí faz sentido… Mas em geral, até estes gostam de se impor perante a sociedade, e prescrever regras para os outros pobres indivíduos… Seja feliz do seu jeito- sem taras, sem esqueletos no armário, sem frustrações -, seja natural, espontâneo, e principalmente, deixe o mundo livre!
Pensando bem, agora entendo a necessidade de raves, etc. Mas a meu ver se tratam de músicas e danças terrivelmente violentas, que alienam a verdadeira celebração… Uma verdadeira celebração não precisa de bebidas, drogas, estimulantes, regras, condutas, seguranças… Nem mesmo de pudor, de falta de pudor, ou de abusos ou reservas sexuais… Ela simplesmente acontece, ela acontece em dança, em música, em risadas, em se rolar na grama, em entrar no mar, em beijar, em gritar, em cantar… Que sorte já tive, de ter partcipado de celebrações assim, onde nem mesmo se é, só se ama. E como as pessoas estavam sendo elas mesmas. É uma experiência incrível, aconselho a todos, apesar de ser muito raro no Rio.