MAU-BOM HUMOR II

Já que o sarcasmo anda em alta hoje, por dificuldades automobilísticas, vamos logo enviar mais uma opinião daquelas que raramente aparecem por aqui… Opa, virei europeu (hipo-crisia).

Simplesmente, generalizando totalmente, poucos jovens brasileiros que escrevem (inclusive eu), querem agir diferente. Cansei disso. Na verdade, é deprimente notar que as pessoas, com notáveis exeções - que tenho sorte de conhecer, LEM, Suzana, Daniel e outros- parecem mais preocupadas em escrever sobre fantasias.

Me expliquem com clareza: como é que falar de um intelectual morto do século passado está contribuindo para transfomarmos o país? Ou melhor, se você tem algo original a dizer sobre o intelectual morto, ótimo. Mas a maioria não tem. A maioria gosta de fazer grupos de idolatria alimentados por estes intelectuais…

Eu li, e concordo plenamente, esta frase na contracapa de um livro que estou usando para usar Statistical Learning num projeto: “Invention is the best way to solve problems”. Vocês tem plena razão de eu ser ninguém para julgar. Mas as vezes, não seria bom formar um grupo para agir? Não seria legal estarmos juntos para sermos amigos e companheiros? Ou será que pessoas que sabem não conseguem ir um milímetro além da sua egolatria? Será que é impossível viver num mundo com mais camaradagem e menos competição? Eu sempre tenho a impressão que as pessoas mais geniais e ativas que conheci são muito companheiras… Mas pode ser impressão.

Estas perguntas estão me incomodando bastante… Tem horas que o Cataplum pensa em parar de existir. Ele já sobrevive em UTI, porque nunca escrevo quando tenho vontade, mas só quando uma voz diz: escreve isso aí que não é seu! (mentira, vocês sabem quando um - a vontade - ou outro - a ordem de sei lá quem - acontecem)… Tem horas que até penso em largar de escrever artigos científicos.

Não quero assistir ao que mais amo, pessoas, sofrendo, de braços cruzados! Não é minha obrigação, mas sei lá… Bom, vamos caminhando devagar. A minha resposta por enquanto são coisas na minha cabeça, que talvez saiam do papel. Além de ignorar o bando de empulhação que existe por aí, e chamam de criar.

“Muitos sobrevivem, poucos vivem.
Poucos criam, mas criar é viver.
São poucos os que criam, e sobrevivem.
O caminho da criação tem um demônio em cada esquina
Quem cria e acha que criou, perde sua criação
Quem cria e se orgulha do que cria, cai na tentação
E assim, quem sobrevive a todos estes feitiços
Sozinho, só então, encontra a verdade:
Todos criam, e todos são a Criação”
—- Jonathan Henry

(Tradução livre de texto achado na rua de Manhattan).

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