CHAPOLIM EM BRASÍLIA?

Enquanto Hugo Chavéz se prepara para ser o novo Fidel Castro da América Latina, Lula já se refere ao semi-ditador como companheiro. Semi-ditador porque se por um lado foi eleito, por outro já tirou boa parte da liberdade de imprensa, e começa a armar uma milícia que diz ele terá dois milhões de individuos em cinco anos. Exatamente como Fidel fez para se manter no poder em Cuba por 46 anos até agora.

Se ilude em quem imagina que estes líderes radicalóides tem qualquer anseio por democracia ou liberdade. Utilizam a idéia de acabar a pobreza pela força como motor para sua própria fama pessoal. Para entrar para história. Todos políticos de certa forma desejam isso. Mas alguns se excedem para atingir isto. Infelizmente a ignorância generalizada que assola a América Latina permite e continuará permitindo que governos cada vez mais tolham a liberdade dos indivíduos e os ideais democráticos, se utilizando tão somente de retórica e da falta de energia dos indivíduos com acesso ao conhecimento. Boa parte destes se perde nas manipulações emocionais da mídia e da sociedade, que sugere que a humanização de alguém acontece quando ele abraça e promove o pobre e o desafortunado.

Uma coisa é melhorar o país. Outra é querer acabar com a pobreza. E ainda outra é discutir e descobrir o que é sua humanidade. Misturar as três coisas é mero cambalacho intelectual, que só sobrevive nesta era em que toda noção de espírito se perdeu em um show materialista. Um pouco de espiritualidade esclarece que não é na posse ou na despossessão que se encontram a felicidade e conhecimento. Muito pelo contrário. É no conhecimento, na imaginação, na vida dentro dos meios possíveis e com liberdade, é que o homem encontra seu caminho. Um bom país é aquele que mantém um ambiente agradável e seguro para tais buscas. E cada pessoa dentro de seus meios pode fazer isso. E qual a função do governo? É tolher a liberdade para tornar a nação numa coleção de zumbis parlamentares de uma ideologia? Obviamente não. É tentar prover avenidas para que todos tenham acesso a um pouco de educação e saúde, e também ao alimento do espírito.

Idéias idiotas como a supressão do direito das pessoas, ou o socialismo chavista, só se frutificam porque negamos a capacidade e a inteligência das pessoas. Mais ainda, negamos a existência de um espírito no homem. Espírito que se manifesta através da imaginação, da criação e do crescimento da sociedade e especialmente do indivíduo. Infelizmente, não existe receita mágica para acabar com a pobreza ou a miséria. Não devemos forçar as pessoas a abdicar do que é de cada um. O máximo que se pode fazer é conscientizar. Por outro lado, uma solução para crescer a sociedade de maneira saudável, sem se tornar estéril como a China é hoje - que por sinal caminha para o maior conflito de sua história -, é manter liberdade, e oferecer avenidas para as pessoas expressarem cada vez mais o seu conhecimento e talento.

O problema deste tipo de coisa é que não torna ninguém famoso. Nenhum político vai entrar para história por isso, ou vai ser um sábio intelectual por admitir simplesmente o que a maior parte da população vive em seu dia-a-dia. Ou será que alguém nega que a maior parte da população encontra sua felicidade no alimento do espírito? Seja ele através de uma alegria transitória, como assistir uma partida de futebol, ou em algo mais profundo, como aproveitar o mar, ou cantar e dançar ou ainda, para os poucos que se dispõem, ler, pintar e tudo mais. E mais, enquanto muito destes políticos e intelectuais gostam de se imaginar salvadores, a maior parte da população ainda acha que os verdadeiros salvadores são seus familiares, Deus e no máximo alguma pessoa próxima que ajude em momentos de doença ou tristeza. A vida das pessoas é simples.
E somente os mais tolos acreditam que através de suas idéias mirabolantes forçadas goela abaixo dos outros, podem mudar o triste quadro de muitas soceidades latino-americanas. Muitos tolos afirmam que se o povo pode acreditar em Deus, porque não acreditar num pai de santo como Chavéz, que promete milagres que jamais se materializarão? A diferença é que Deus é uma crença de cada um. Que cada pessoa encontra espiritualidade dentro de sua própria vida, em suas experiências. Especialmente as pessoas que julgam menos, e tentam experimentar o máximo do que sua própria vida oferece. As pessoas acreditam em Jesus porque ele garante que através da fé, de seu próprio esforço aliado ao espírito Dele, você poderá superar suas dificuldades e encontrar a salvação.

Não é Chavéz ou Lula ou Mao que salvará ou transformará a vida de ninguém. Deste ponto de vista, nem mesmo Jesus transforma. O que transforma é quando a pessoa abraça o que acredita, e jamais abdica da noção de que cada indivíduo da sociedade tem direito a abraçar o que deseja. Exceto se isto tirar o direito das pessoas de fazerem escolhas. Uma sociedade sem escolhas é morta. Pode ter milhões de dólares. Mas uma vida sem escolhas, ou mesmo sem dificuldades, é morta, chata e vazia… A previsibilidade é que é o fim da sociedade, e não a pobreza.

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