Esta é a trajetória dos réporteres da mídia nacional. Complacentes, preguiçosos, e vaidosos. Se não fosse a vaidade, talvez fossem mais honestos. É melhor partir logo para este tipo de ataque, porque a sociedade anda tão complacente, que não se discute mérito de nada. Quanto mais reparar nas maquinações da casta escrevinhante do Globo. É muito oportunista colocar em letras garrafais, o fato do governo americano não ter “derrotado” o narcotráfico colombiano, e logo abaixo, uma foto “linda, fofa e fresca” dos verdadeiros Los Hermanos da América Latina.
Quem duvida que depois de 12 viagens a Cuba, de estabelecer uma linha de crédito para Cuba de 1 bilhão de reais, de se armar para formar 2 milhões de “revolucionários”, e se poscionar como o “novo pilar da revolução Cubana”, Chavéz não se imagina como bastião da bestialidade, é cego ou complacente. Pior é ter que ler no jornal, que o eixo da imbecilidade Venezuela-Cuba é o contraponto aos EUA. Se ainda fosse a China, vá lá… Mas até por lá, os comunas estão apreensivos, vendo que quando uma sociedade se educa, é inteligente, imediatamente começa a buscar o fim de um sistema totalitário e não transparente.
Sociedades ou pessoas ignorantes não vêem valor na liberdade. Mas quando repórteres que tiveram todas oportunidades para se educarem e para desenvolverem a capacidade de funcionamento do Tico e do Teco, se alinham a estes movimentos de banana, se revelam verdadeiras bestas infernais, coisa que nem o diabo aceita. Não o fazem nem porque acreditam na tal Causa. Isso é esperar muito destes tipos. O fazem por mesquinharia. Para traficar influência, para fumar um baseadinho no fim de semana no apartamento de um membro do poder.
E o Dirceu, em sua picaretagem, afirma seu apoio incondicional aos militantes do ocaso. Mesmo declarções bombásticas como “Com o Chávez a história é mais… (risos) depois que eu fizer 70 anos eu conto”, sai da fita como enviado especial de Lula na Venezuela, passando por cima do Celso Amorim. Ele não precisa fazer 70 anos para que a verdade óbvia ululante seja dita: provavelmente os dois tiveram sessões de terapia infantil em Cuba com o Michael Jackson de lá. Não precisamos saber que o espião de Cuba até hoje jura fidelidade ao Fidel, e que seu grande sonho é ser pai de alguma coisa que possa parecer uma revolução. Como o próprio jornal O Globo coloca na capa de hoje, uma nova “Aliança Bolivariana”.
Uma coisa eu sei, antes que a América Latina degringole de vez, vou sugerir aos meus pais preparem sua aposentadoria em outro país. A pior coisa da vida deles vai ser depois de tudo que fizeram no Brasil e pelo Brasil, se encontrem em meio a um regime retrógrado e autoritário. Não que vá acontecer. Mas hoje em dia não se pode confiar em nenhum político. Muito menos em alguém que acha ótimo sair na fita com o Fidel, ficar ao lado do Chavéz, e ainda dizer que foi espião de Cuba com orgulho… Pior ainda quando os burros de carga da imprensa, e os esquenta-cadeira das universidades nacionais não se pronunciam sobre o assunto, por medo de “perderem o acesso”, atrasarem suas carreiras ou seus sonhos de migalhas de poder. Poder de verdade não, só as migalhas. Dão pouco trabalho, e permitem uma vida recheada de indulgências às custas de outros…
PS: Na América Latina sempre buscamos soluções fáceis, para fingirmos ser uma civilização de verdade. Qual a solução fácil para explicar a desigualdade, a falta de modos dos governantes e o ranço social da região? Ora, uma classe dominante que esgana o resto, o dinheiro vil que consome o povo. Solução fácil? Revolução! Mas vejam só que engraçado… Nem mesmo para isso apareceu alguém competente no Brasil.
PS2: A revolução não é, nem precisa ser nos moldes de uma revolução cubana. Pelo contrário, é uma revolução quieta. É simplesmente uma luta para manter o poder entre as víuvas e putas das guerras estudantis… Uma geração que lutou pelo exílio em Paris, e depois retornou para ganhar aposentadorias estratosféricas. Mas se pudessem, teriam Stalinizado o Brasil. Tem gente inocente que ainda acredita que só pensavam assim devido as viagens para Moscou patrocinadas pela URSS. As viagens só mostravam o que havia de bom por lá. Eu acho que só pensavam assim por complacência, preguiça e irrelevância. Afinal, se abandonassem o barco da URSS, o que se tornariam? Representantes de que? De suas próprias idéias? Ha! Prefiro a revolução!