SE ARREPENDIMENTO …

Da última vez que vim passar o verão aqui, eu trouxe trocentos livros. Uma mala cheia só deles. De livros técnicos a romances, a filosofia. Muito peso, e acabei lendo mesmo os livros que estavam no apartamento onde fiquei. Uma coleção incrível. Desta vez, resolvi ser mais esperto, e ao invés de trazer trocentos livros, resolvi trazer quatro. Dois técnicos. Da última vez quase não usei os técnicos, usando mais research papers da internet.

Pois bem… Não é que hoje, estava desesperadamente atrás de uma cópia dos “The Elements of Statistical Learning Theory” do Hastie e Tibshirani. Depois de algumas horas de desespero, de ligações para amigos de escritório, resolvi persistir no Google. Descobri que publicaram exatamente o capítulo que eu estava precisando…

Mas, o quarto que alguei não veio com livro algum. Muito menos que os 150 que tinham no quarto anterior, e que o dono gentilmente me emprestou. Com saudades do português, e querendo ler um romance para passar as horas enquanto o programa de computador roda, fiquei me lamentando… Se arrependimento… Bem, se arrependimento matasse, eu não teria descoberto a biblioteca pública de nova iorque. É o apogeu das bibliotecas públicas. Coisa para nerd ter orgasmo. Para intelectual também, apesar destes já terem passado da fase orgásmica. Descobri que foi nessa biblioteca que o famoso Richard Feynman passou horas de nerdice, e que Paul Auster dá um pulinho para fazer não se sabe o que, não sabe com que volume, atrás das prateleiras.

Melhor do que Sex in the City. Quer dizer, para pessoas com pouco dinheiro como eu…

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