Está chovendo. O pneu está furado. E eu trabalhando de casa. Ou melhor, esperando o meu programão que leva umas 3 horas terminar de rodar. Enquanto isso, fui dar uma lida no jornal. E me deparei com o Dapieve admitindo que gosta de Claudinho e Buchecha e Kelly Key. Até aí tudo bem, cada um gosta do que quer. Ele ainda faz mea culpa por gostar destas coisas. Eu nem isso faria. Mas no fim se entrega, afinal como crítico musical que tem sua horda de fãs, sua opinião fica avariada pela admissão de que ouve estas coisas. No final diz: que é melhor ouvir estas coisas do que levantar as mãos quando ouve “Turma do Balão Mágico” ou “Trem da Alegria” na carrapeta. Segundo ele, porque cultura pop é o atual. Que espécie de comparação é essa? Só porque ele prefere a gostosa da Kelly Key a gostosa da Simony, não precisa colocar uma no pedestal e a outra na lixeira. Ambas até apareceram na Playboy…
Mas seguindo o critério dele, vou jogar no lixo os cds dos Rolling Stones, Nirvana, e tudo mais. Na verdade tudo que não foi lançado semana passada não pode ser ouvido. Nem deve. Esqueçam do seu passado. Dapieve é o crítico Bu(n)dista: vivo o presente. É mais uma daquelas noções de emboscada, para encontrar uma justificativa para gostar de pop-trash como Claudinho&Bochecha e Kelly Key. Demonstra que os escrevinhadores brasileiros, em sua maioria, não chegaram ainda a termos com quem são… E são capazes dos argumentos mais absurdos para não perderem seus leitores.
Que coisa dotô!