NA CAMA COM O BRASIL
O Brasil só vai a cama com morenas e morenos-burros. Incompreensivelmente, ou compreensivelmente, o Celso Amorim agora bate de frente com o governo Israelense. Para quê? Para apoiar a Arábia Saudita, que sequer mandou seus principais representantes para o encontro de cúpula em Brasília.
Mas ninguém pode dizer que o PT nunca foi assim. A bem da verdade, a governança brasileira não tem a menor imaginação. Eles fazem hoje a mesma política que a Índia fez equivocadamente na década de 70/80. Resultou em um conflito permanente com o Paquistão, que quer um pedaço do solo indiano, a Cashemira. Pela má administração dos conflitos e escolha equivocada de alianças, o tal pedaço de solo é chamado de “Indian occupied Cashmere” com “movimentos separatistas”. Nem um, nem outro. O terrorismo é tão grave, que poucos hindus permaneceram por lá, expulsos por guerrilheiros importados através da fronteira. Mas não há dúvidas que o território sempre foi e sempre será da Índia.
Retornando a situação brasileira, agora Celso Amorim ou Lula arrumaram uma rusga com Israel. Sempre que encontramos um país onde a democracia está em primeiro lugar, e a população é em sua maioria extremamente bem educada, não conseguimos entrar em sintonia política. Veja só a lista de países que o Brasil já ignorou ou arrumou rusgas nos últimos 2 anos: EUA, Israel, Chile, México, Argentina e Coréia do Sul. Para que? Para se confinar a apoios a bombas como Venezuela, Cuba, Arábia Saudita e Coréia do Norte.
Se o Brasil quer traçar diretrizes geopolíticas através da oposição aos EUA, e o acesso ao petróleo, que o faça com inteligência. Mas se aliar a ditadurazinhas baratas vis-a-vis países que podem oferecer know-how em diversas áreas, a começar pela tão combalidas educação e saúde, é simplesmente hipócrita. Porque eu nunca vejo o Brasil assinando pactos para troca de conhecimento? Porque eu não vejo Celso Amorim discutindo com o Sharon o envio de brasileiros para estudarem nas universidades israelenses de engenharia, que em dez anos estarão empatadas com as tops americanas, e hoje já são excelentes? Porque eu não vejo Amorim convidando professores indianos para explicarem como desenvolver professores a baixo custo no Brasil? Porque não vejo o Lula visitando o Chile ou os EUA para discutir como melhorar o sistema de desenvolvimento de empresas no Brasil?
São coisas que indianos e chineses fazem sem vergonha, mas que o Brasil jamais fará. Falta este tipo de cultura do avanço no Brasil. Gostamos de pensar que somos a oitava economia do mundo, e portanto que os outros nos escutem. Apoiamos escândalos para mostrar poder. Criamos rusgas desnecessárias para mostrar poder. E no fim, quem sai perdendo? Não é o Lula ou Celso Amorim que podem viajar com o dinheiro do contribuinte, e estarão habitando uma cova daqui a uns 30 anos. É o brasileiro. É o jovem brasileiro, que gostaria e precisa aprender como operar no novo mundo.
Até hoje não entendo. Porque não promover um congresso sobre tecnologia da informação envolvendo todos os países líderes nesta área? Todo mundo quer conhecer o Brasil. E quem conhece, quer partcipar. A maioria dos indianos, chineses, israelenses e americanos que eu conheço teria um prazer enorme de passar um tempo no nosso país. Porque não usa-los para aprender algo? Não há interesse, e finge-se não haver necessidade. Na verdade, só mesmo uma ditadura e suas necessidades militares fizeram o Brasil convidar alguns especialistas para promover intercâmbio de idéias. Depois disso, as universidades mantém alguma coisa, mas os programas oficiais foram muito reduzidos.
O governo brasileiro não entende que o poder deve ser gerido com sutileza e classe. E com muita inteligência. Quem acha que a Índia apoia os EUA indiscriminadamente ou a aliança Índia-Israel se deve a afinidades ideológicas está completamente enganado. É simplesmente perceber o que pode fazer o seu país crescer. E o que provavelmente fará do mundo um lugar melhor. A Índia aprendeu bem sua lição, depois de apoiar o comunismo por mais de 20 anos, e ser presenteado pela Rússia e China armando o Paquistão e vários outros países muçulmanos nuclearmente e com armamentos que em última instância foram para os militantes terroristas, “extra” oficialmente apoiados por governos locais…
A esse tipo de gente que o governo do Lula, pelo visto, quer apoiar… Minha voz não importa. Mas eu garanto que daqui há uns 10 anos, se o cataplum ainda estiver nos arquivos do blogger, este post terá sido premonitório de uma situação patética em que o Brasil está se metendo. Espero que Amorim e cia, não esperem apoio dos árabes, paquistaneses e talvez Chineses em sua busca pela hegemonia da política “terceiro-mundistas”. Ao contrário de americanos, europeus, indianos e israelenses, estes países famosamente dão para trás em discussões geopolíticas, sempre mantendo boas relações com os EUA, para não queimar a melhor fonte de informação, dinheiro e tecnologia do mundo. Ou será que vão apoiar o Lula? A troco de que? Banana?