THE END OF THAT
O estimado Luis Fernando Veríssimo compara os votantes do não aos defensores da escravatura. Depois diz que votar sim é ser a favor das emoções. E começa dizendo que o sim teria ganho se a pergunta fosse: se você fosse mãe de um rapaz morto com tiro de bala em briga de torcidas, votaria pelo desarmamento? Intelectualidade Kinder. Kindergarden. É isso aí. Ah sim, e é óbvio a idéia do desarmamento é melhor que um século de idéias da democracia sobre como lidar com a questão da violência. Por isso é que se a pergunta fosse feita de maneira menos confusa, o sim teria ganho. O povo é estúpido. Só vota de um jeito porque erra, e de outro o seria por emoção.
Poderíamos também fazer enquete ao voto do Lula, propondo: você votaria num cara que apoia assassinos e traficantes, e hipocritamente se exime de declarar o seu salário de 8 mil pratas por mês? Poderíamos também perguntar, você deixaria na redação de jornal um cara que se insinua a favor de massacres de homens pelo governo, desde que ele venha a ter algum poder no mesmo? Poderíamos até perguntar, você acha Luis Fernando Veríssimo engraçado ainda, com suas posições anacrônicas, aversão ao novo, e total indiferença em relação a aprender alguma retórica nova ao menos? E poderíamos terminar perguntando: o que é mais triste, being a sore looser or being a hipocrite? Porque quando o que defendem dá errado, os colunistas pulam o barco e santificam suas causas ainda mais. Afinal nenhuma causa é implementada exatamente como na imaginação de um intelectual… Especialmente daqueles sem muita imaginação.
October 24th, 2005 at 6:16 pm
“Só vota de um jeito porque erra, e de outro o seria por emoção”.
De fato, acompanhei a coisa toda de perto - trabalhei como mesário. Num dado momento, nos corredores, ouvi uma mulher dizendo:
- Votei NÃO porque sou contra as armas!
Claro que votar Não, entendendo a pergunta crucial, não quer dizer que alguém seja a favor do uso de armas, mas não é difícil suspeitar de que essa mulher comeu bola. E, como ela, muitos outros.
Sem contar com a porção de gente afoita, não vendo a hora de acabar logo com toda aquela chatisse. Bem, sem hipoocrisia, acho que posso me incluir nesse último exemplo.
October 25th, 2005 at 8:47 pm
Chatice totalissima. Por mim, nunca mais haveria um referendo sobre coisa alguma… Afinal, ja que o governo nada prove a populacao, para que promover referendos? Decidam logo por todos. Ainda mais se estes todos nao tem a oportunidade, o tempo e a disposicao para compreender a pergunta sendo feita…