É O AMOR
Leiam aqui a primeira metade da belíssima enciclica, a primeira, de Bento XVI. Nela, o Papa traz a vida um conceito de amor que anda meio esquecido nestes tempos modernos. O mesmo conceito, a mesma idéia abunda nos ensinamentos hindus como nos tantras shivaístas, no Gita e nos Upanishads.
O amor como sendo uma expressão de devoção, entrega, de esquecimento de si próprio para algo além de si, seja para um parceiro, seja para os mais pobres e necessitados, é sua manifestação verdadeira. É alimento para vida, e para alma. É justamente a arma contra o cinismo cotidiano que toma conta da maioria das conversas entre as pessoas. Neste sentido de ascenção através do amor, inclusive e especificamente, no amor entre duas pessoas, a vida encontra um significado especial. A partir do momento em que aceitamos, agimos, para o benefício de alguém, sem necessariamente pensar em benefício próprio, sem pensar nas consequências para si mesmo, somos capazes de gerar em nossa vida um brilho e uma paz ausentes de outra forma.
Já disse uma vez que solidão não implica amargura. E complemento, amor, o amor carnal, o orgasmo, milhares de parceirias de fim de semana, não implicam não estar só. Não são o fim da solidão, ou mesmo um caminho de longo prazo para a felicidade. Assim como quando queremos cuidar do nosso corpo, sabemos que há uma fase de investimento inicial, de sacrifício até, para depois colhermos os frutos, no amor verdadeiro, no início pode-se até parecer um sacrifício deixar o imediatismo de lado. Mas no fim, a manifestação de um êxtase profundo, de uma paz sem igual, de uma vida sem cinismo ou excesso de amargura, é a indicação clara de que encontramos o amor verdadeiro, que soubemos cuidar e alimentar ele, e que agora recebemos seus benefícios.
Encontro cada vez mais uma socidade recheada de desconfiança, e atitudes superficiais e baratas. Tudo apoiado por idéias sem muito fundamento que justificam a matéria, pela matéria, esquecendo que se não há comprovação científica da alma, a mera existência da alma humana metaforicamente é mais do que suficiente para leva-la em conta ao se pensar na vida. Eu acredito no amor, na alma, e na elevação através do amor. E acredito sim que amar a Deus começa por aprender a amar de verdade, sem reservas. O fim do caminho eu não sei. Mas sei de uma coisa, até hoje não descobri nada melhor para fazer do que aprender a amar.
February 20th, 2006 at 5:21 am
Desculpas se te deixei sem dar muitas explicaçoes,Ram.Compreendo sua dor de cutuvelo ,so por isso nao tiro seus comentarios da minha pagina, so porque respeito sua dor e no fundo adoro sua criaçoes.Continue escrevendo ,ja tem um fa clube de plantao.(desculpas pela falta de acento,estou aprendendo agora a escrever no computer em breve terei meu propio blog,ja que tens outras comunidades presente,tambem terei a minha.)Quero escrever sobre budismo,passar boas mensagens,cansei de ver tanto veneno no mundo.