CATAPLUM?

Tá, estive relendo meus próprios posts para ver se me lembrava das coisas que costumo escrever aqui. Caramba, como eu escrevi coisa séria. Muita energia, muita opinião política, coisa das mais chatas. Mas existe uma razão: sou um sujeito reprimido. Pois é. Veja só, se eu fosse mandado ao psicologo seria julgado como um cidadão reprimido. Porque eu quero pensar, eu quero contestar toda esta mania que existe na classe média aonde existo, de querer encaixotar tudo, de acordo com a opinião de experts. Pior, experts como aqueles músicos baianos, coisa e tal.

Já senti que não tenho mais muita paciência para escrever sobre política. É ótimo rir do Lulla (que no meu progresso, já rebatizei de Mulla). Mas de que adianta? Aquelas pessoas que pensam, há muito tempo já nem ligam para nosso protótipo de Stalin. As outras, formam a torcida organizada do Flamengo e do Corinthians, e eu, mesmo sendo flamenguista, tenho que admitir: não dá para argumentar com este pessoal. Vou dizer uma coisa, o Brasil é o primeiro país do mundo onde o pobre é classe média. Basta passar um dia passeando ao redor das favelas, e observando o que as pessoas levam para casa… Olha, tem favelado fazendo gato da NET!!! Já imaginou ele assistindo ao Discovery Channel? Como não quero educar ninguém, especialmente via blogue, vou reduzir os surtos políticos… Apesar de ter uma vontade danada de vociferar verdades para o pessoal do chinelinho intelectual.

Então, para onde iremos? O Cataplum começou com uma proposta básica: nunca se levar a sério demais para deixar de ser um lugar onde exponho o que acredito que vem de mim, de mim mesmo. Depois de ler muitos de meus posts, pude ver que o que eu imaginava ser original meu, é na verdade um punhado de experiências e crenças, costuradas por idéias pinçadas subconscientemente de tudo que já li… Para ser justo: tudo que é escrito hoje em dia é isso. É regurgitação de palavras acrescidas de algumas pequenas novidades… Escrever para mim continua a ser uma grande diversão. Então, as observações malucas, filosofias desconexas, e tudo mais vai ser como era antes. O Eduardo, que para mim anda a escrever um dos melhores blogues atuais, diz que quem escreve e publica é porque quer ser lido.

É mais ou menos óbvio. Quem respira é porque quer viver, não é? Agora sinceramente, não gosto de ser lido por certos tipos de pessoas. Não tenho nem muito tempo, nem paciência para defender minhas opiniões e coisas do gênero. Alguns dos artigos que escrevo web a fora, são de temas que já pensei tanto no assunto, que o que penso está la, no papel. Portanto, se alguém lê e discorda, discorda e pronto. Não precisamos fazer campeonato para ver quem fala mais alto. Já aqui no blogue, jogo muita coisa cozinhada pela metade. A razão é porque é meu espaço, e escrevo o que quero, e ninguém poderá dizer que estou polemizando, isso ou aquilo. Não quer, não leia.

Veja só: eu acho um deboche quem a esta altura do campeonato vem me dizer que “adora Chico Buarque”. Isso é polêmico. O cara é sacrossanto. Ele é mais preservado no RJ do que o Teatro Municipal. Porque acho um deboche? Porque qual a contribuição que o cara tem feito na nossa cultura nos últimos 25 anos? Nenhuma. Não revelou ninguém. Não começou nada. Nem mesmo uma música marcante. Ficamos com um artista falecido, cuja obra da década de 60, tem muitas músicas bonitas. Então eu gosto de ouvir quem diz: cara, gosto desta e daquela música do Chico Buarque, porque me inspirou deste ou daquele jeito. Só me venha expor opinião, pessoalmente, se podemos aprender algo um com o outro.

Mas você vê: aonde que posso escrever que gostar de Chico Buarque a ponto de ouvi-lo como “guia do processo político” é sem nexo? Em lugar nenhum… Só na internet. Em pessoa, eu apanho quando digo estas coisas. Quando penso estas coisas, hoje em dia, corro para os braços da Thais. Ali esqueço do mundo. Tem dois lugares, ali, e quando estou envolvido com meu trabalho. Foram as duas coisas que me dediquei enquanto o Cataplum ficou parado…

Então você já sabe, toda esta lenga-lenga para dizer: aqui vou escrever remedos de achismo, com observações empíricas, mas só coisas que acho divertidas. E de maneira alguma quero catequizar alguém. Por favor, não leve este espaço a sério demais.

One Response to “CATAPLUM?”

  1. fabiano Says:

    Do fundo do meu bloglines o Cataplum surgiu…
    Seja bem vindo ;)

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