SOBRE DIREITOS AUTORAIS
Recentemente, aconteceu o seguinte episódio em um programa de pós-graduação da universidade federal: um aluno (chamaremos de A) com iniciativa resolveu publicar um trabalho seu em uma conferência, incluindo na lista de autores todos que efetivamente participaram da execução do trabalho. De repente, os outros alunos da pós, se revoltaram dizendo que “não é só ele que queria ser cientista”, “que pesquisa deveria ser direito igual para todos”, e coisa do gênero. Um dos reclamões, resolveu então pegar resumos de projetos do laboratório dividir equitavelmente entre os demais, e enviar para a mesma conferência. Tudo bem, se os projetos tivessem tido participação dos revoltosos… Inclusive um projeto do aluno A, foi enviado sem o aluno A constar entre a lista de autores. O pior de tudo, e que professores bundões concordaram com tudo isso…
Responsabilidade pessoal e luta pela excelência estão em baixa… Nem tudo na vida advém de direitos. Pelo contrário, as melhores coisas da vida, advém de perseverança, trabalho duro, criatividade, e conhecimento.
Em um jantar recentemente, me acusaram de ser elitista, porque eu continuo achando que mesmo em um país com desigualdades como o Brasil, temos que premiar os melhores, não importando sua origem. Se você quer premiar alguém que se esforçou porque saiu da miséria, e virou um engenheiro, então crie uma premiação especial para isso. Reduzir a demanda por qualidade, só porque as pessoas que atingiram sairam com vantagem no início de suas vidas, e um desincentivo para aqueles que superam suas dificuldades! Enquanto não premiarmos talento e inteligência, sem misturar política e economia no meio, estamos fazendo um deserviço ao pais.
Uma escola da vizinhança dos meus pais no RJ resolveu dar um prêmio para o melhor aluno de cada série. Quando chegou o mês da entrega do prêmio, os pais dos outros alunos reclamaram. Premiar quem é bom “faz mal ao meu filho”, “inferioriza”, “preconceito”, “injustiça”. Aquelas ladainhas de sempre. Resultado, a escola mudou a política e resolveu dar o “prêmio”, para a TURMA inteira do melhor aluno… É ou não ridículo? Aprender a apreciar a competência alheia, e usar isso como motivação para melhorar a si próprio é uma qualidade importante para a excelência de qualquer ser humano. Porque não ensinar ao seu filho a batalhar pelo que ele não conquistou este ano? Pelo contrário, muitos pais preferem ensinar ao filho, se você não ganhou, não é porque o outro fez algo de bom, é porque o outro aprontou alguma, e o negócio é lutar pelos espólios da vitória… Eu tiraria meu filho de uma escola assim. Mesmo que nós criemos desculpas para nossos fracassos, o mundo não tem lugar para isso… Não é a desculpa que é a lição de vida de uma situação destas. É a motivação para acreditar que todos temos o mesmo potencial.