CLAREVIDÊNCIA EM EVIDÊNCIA

Uma observação: em muitas situações de “opinião”, podemos observar um indivíduo adivinhando um evento corretamente. Estou falando especificamente das colunas de opinião dos jornais. Em geral, o colunista quando despreparado, passa a trompetear aos quatro ventos que ele é muito gabaritado pois “acertou”. Isto é uma falácia. Em primeiro lugar, na maioria das opiniões, somente um resultado possível é um evento, uma notícia de interesse. Só para ficar em um exemplo bobo, se eu disser que o jogador X irá ser vendido para algum outro país durante um período de transferência, isto é um evento. Ele não ser vendido não é um evento, nem notícia. Ou seja, mesmo uma pessoa incapacitada para “acertar” na multipla- escolha, pode acertar uma pergunta ocasionalmente ou até regularmente. Basta sempre noticiar possíveis eventos, que e um conjunto bem menor do que todas as possibilidades.

Além disso, o mais importante, e que se perde entre a maioria dos colunistas e futuristas brasileiros é que o que conta não é a opinião, mas sim as razões porque se acredita que certo evento será verdade. Em um furo, importa a fonte. Se a fonte for o ouvir dizer do botequim, e de vez em quando você acertar sobre algum evento, qual é o proposito disso? Tudo isso para dizer que é estupidez acreditar em “certo” e “errado” no mercado de opiniões. Esta dicotomia absurda, usada para qualificar e desqualificar tantas pessoas é fútil. A única coisa que enriquece são as razões e fundamentos para todas nossas palavras e ações, inclusive para aquelas de uma coluna de opinião.

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